sábado, 27 de outubro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Foi o sorriso


Foi um sorriso que me conquistou.
É um sorriso que me conquista a cada vez que o vejo.
A primeira coisa que reparei, o sorriso... as covinhas...

Estava um dia de final de verão com algum calor e sol, era domingo... passou muito tempo.

A pergunta agora é... para?
Pois.. para nada. Só eu me lembro.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pois...

Sensível mas muito Macho: As palavras que nunca te direi...

Alguém que decidiu fazer o que eu preciso.
Virar a página e esquecer.
Preciso mesmo de esquecer.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ROUPA NOVA - OS CORAÇÕES NÃO SÃO IGUAIS



eu só quero um sonho para sonhar...
jamais vou te esquecer...
deixe saudade e nada mais...
diga que um dia vai voltar
para que eu passe a vida inteira me enganando
diga que um dia vai voltar
para que eu passe a vida inteira te esperando

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tão verdade :(

Te amei com todo meu coração
e você não conseguiu ver
que sou feita de amor e de entregas.
Tudo que vivemos
Ainda está tatuado em meu corpo,
...
impregnado com seu cheiro, contido em minhas lembranças...
Talvez um dia, sinta minha falta.
Quem sabe na hora do amor seu corpo irá chamar por mim...
Pois meus desejos conhecem cada desejo seu
e cada poro de sua pele.
Meus braços não irão mais te envolver em sensações
que te faziam delirar por mim...
Ah! meu amor, não deveria ter sido assim
apenas um amor que hoje se arrasta na saudade sem fim...
 
(retirado do Facebook)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Paula Fernandes - Passáro de Fogo



"Tô a fim dos teus segredos,
de tirar o teu sossego,
ser bem mais que um amigo,
não diga que não, não nege a vocês um novo Amor"

terça-feira, 25 de setembro de 2012

"Como é que se Esquece Alguém que se Ama?"

"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'


A resposta: