Eu não sei parar de te olhar Não sei parar de te olhar. Não vou parar de te olhar. Eu não me canso de olhar. Não vou parar de te olhar. ("É isso aí", Ana Carolina)
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Paula Fernandes - Passáro de Fogo
"Tô a fim dos teus segredos,
de tirar o teu sossego,
ser bem mais que um amigo,
não diga que não, não nege a vocês um novo Amor"
terça-feira, 25 de setembro de 2012
"Como é que se Esquece Alguém que se Ama?"
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
A resposta:
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
A resposta:
domingo, 23 de setembro de 2012
Quando amamos...
Não é da minha autoria mas poderia ser.
Quando amamos alguém tem alguma coisa que funciona por conta própria dentro de nós.
Não se disfarça a presença de um amor, assim como também não disfarçamos a sua ausência.
Quando amamos alguém desejamos sempre que ela esteja bem.
Queremos ...
Não se disfarça a presença de um amor, assim como também não disfarçamos a sua ausência.
Quando amamos alguém desejamos sempre que ela esteja bem.
Queremos ...
a sua alegria, queremos a sua paz, a sua leveza, a sua graça. A sua alegria torna-se rapidamente a nossa, e o seu tormento, nos tira o sossego.
Fazemos tudo de forma tão automática que não nos passa pela cabeça que seja um sacrificío, um favor, ou uma perda de tempo.
Então, se em algum momento você tiver que pedir pra que alguém faça algo por você, algo que nem merecia ser um pedido, como uma chamada avisando que não virá, uma mensagem simples no dia do seu aniversário, um pedido de desculpas, uma visita.
Meu bem, não fique muito tempo analisando e arrastando a situação. Encontrando justificativas pra a pessoa agir como age. Não é o jeito dele não. Quando amamos alguém, todos nós temos apenas um jeito. Jeito de querer cuidar.
Se alguém não a trata com o minimo de dignidade e respeito saia enquanto ainda tem tempo.
Não espere um dia após ter percorrido um longo caminho sozinha, terminar dizendo :”Sabia que ele não me amava”. Amor deve ser recíproco, e isso é um direito que todos nós temos.
Procure alguém que esteja pronto pra segurar suas mãos pra o que der e vier.
Alguém que a ame, a aceite e a respeite mesmo quando estiver longe.
Alguém que diga aos amigos dele :
"Essa é mulher por quem eu esperei durante todo esse tempo."
Fazemos tudo de forma tão automática que não nos passa pela cabeça que seja um sacrificío, um favor, ou uma perda de tempo.
Então, se em algum momento você tiver que pedir pra que alguém faça algo por você, algo que nem merecia ser um pedido, como uma chamada avisando que não virá, uma mensagem simples no dia do seu aniversário, um pedido de desculpas, uma visita.
Meu bem, não fique muito tempo analisando e arrastando a situação. Encontrando justificativas pra a pessoa agir como age. Não é o jeito dele não. Quando amamos alguém, todos nós temos apenas um jeito. Jeito de querer cuidar.
Se alguém não a trata com o minimo de dignidade e respeito saia enquanto ainda tem tempo.
Não espere um dia após ter percorrido um longo caminho sozinha, terminar dizendo :”Sabia que ele não me amava”. Amor deve ser recíproco, e isso é um direito que todos nós temos.
Procure alguém que esteja pronto pra segurar suas mãos pra o que der e vier.
Alguém que a ame, a aceite e a respeite mesmo quando estiver longe.
Alguém que diga aos amigos dele :
"Essa é mulher por quem eu esperei durante todo esse tempo."
(retirado do facebook)
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Abrir o coração...
Abrir o coração não é fácil.
Contar o que só nós sabemos e pensamos e porque estamos bem ou mal, é dificil.São os nossos segredos.
Fazer isso implica confiar em alguém.
Alguém que está lá para nos ouvir, para tentar ajudar, para nos ver chorar ou rir, para nos chamar a atenção se estamos errados e para nos limpar as lágrimas se for o caso.
Continuo a achar que todos deviamos ter esse "Alguém".
Eu tenho e abuso bastante.
O meu alguém, sabe que no meu maior sorriso os meus olhos não mentem. Na minha maior boa disposição a minha voz não mente. E que posso ser a "gira, linda e deslumbrante..." mas por dentro estou em cacos.
Ser o "Alguém" implica colocar de lado todos os sentimentos excepto um: o de Amizade.
Só um Amigo sabe ouvir sem criticar, sabe estender os lenços para limpar as lágrimas sem querer saber porque correm, só ele consegue saber que estamos tristes.
Implica por de lado as nossas fraquezas e tristezas e ajudar sem esperar nada em troca, aquele Amigo que precisa.
E quando alguém que sabemos precisar de ajuda, não a quer? E se quer isolar?
Aí temos de aprender a aceitar. Não insistir por muito que nos custe. Temos sim de deixar claro, que não importa a hora, o dia ou o local estaremos lá para ser o ombro. Seremos sempre e só o Amigo.
Quando outros sentimentos existem, eles não podem nunca interferir. Ficam guardados bem fundo, num cantinho do coração e só nos importa o bem estar do Amigo.
Que acontece quando o Amigo sabe que outros sentimentos existem? Tentamos por tudo que acredite que ali está outro Amigo.
No final, só podemos esperar que as nuvens negras passem. A felicidade volte e que nunca mais seja necessário oferecer o ombro. Isso seria o sinal de que o nosso Amigo seria feliz. E bastaria para que o fossemos também.
E como eu queria que o fosses.
Contar o que só nós sabemos e pensamos e porque estamos bem ou mal, é dificil.São os nossos segredos.
Fazer isso implica confiar em alguém.
Alguém que está lá para nos ouvir, para tentar ajudar, para nos ver chorar ou rir, para nos chamar a atenção se estamos errados e para nos limpar as lágrimas se for o caso.
Continuo a achar que todos deviamos ter esse "Alguém".
Eu tenho e abuso bastante.
O meu alguém, sabe que no meu maior sorriso os meus olhos não mentem. Na minha maior boa disposição a minha voz não mente. E que posso ser a "gira, linda e deslumbrante..." mas por dentro estou em cacos.
Ser o "Alguém" implica colocar de lado todos os sentimentos excepto um: o de Amizade.
Só um Amigo sabe ouvir sem criticar, sabe estender os lenços para limpar as lágrimas sem querer saber porque correm, só ele consegue saber que estamos tristes.
Implica por de lado as nossas fraquezas e tristezas e ajudar sem esperar nada em troca, aquele Amigo que precisa.
E quando alguém que sabemos precisar de ajuda, não a quer? E se quer isolar?
Aí temos de aprender a aceitar. Não insistir por muito que nos custe. Temos sim de deixar claro, que não importa a hora, o dia ou o local estaremos lá para ser o ombro. Seremos sempre e só o Amigo.
Quando outros sentimentos existem, eles não podem nunca interferir. Ficam guardados bem fundo, num cantinho do coração e só nos importa o bem estar do Amigo.
Que acontece quando o Amigo sabe que outros sentimentos existem? Tentamos por tudo que acredite que ali está outro Amigo.
No final, só podemos esperar que as nuvens negras passem. A felicidade volte e que nunca mais seja necessário oferecer o ombro. Isso seria o sinal de que o nosso Amigo seria feliz. E bastaria para que o fossemos também.
E como eu queria que o fosses.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
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